Mostrando postagens com marcador Meus enigmas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meus enigmas. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de junho de 2010

Sentido, sentir e sinto.

E leva-se a linha do não saber.

Desenrola-se o fio,

O emaranhado no cordão.

Da dúvida, do tentar

E da ilusão...


Tanto...

Tanto sentido,

Tanto sentir, tanto sinto...


Há um, não vale dois?

Para dois vale-se tudo,

O sozinho não têm depois?

O junto sabe a reposta e eu não sei.

domingo, 13 de junho de 2010

Palavras vazias

Algumas vezes acontece desse jeito, exatamente o contrário do que poderia ser o outro jeito, essa é a lógica, lógica tão simples, mas que não é fácil de ser colocada como uma verdade em nossas vidas, não que eu esteja generalizando, mais posso dizer que comigo não é fácil não.

O que eu estou tentando dizer, é que algo que não sai como nós esperávamos é normal, porque nem tudo nos deixará satisfeitos, felizes, contentes, esse monte de coisas que nós definimos como realizações pessoais. Digamos que bem vindos ao mundo real! Será que é tão difícil levarmos essa lógica para nossas vidas, e estarmos cientes que devemos aplica-lá, para não nos sentirmos frustados? Minha resposta é que sim! é muito difícil. A verdade é que aqui todo mundo é um ser humano, e como já gostamos de dizer, errar faz parte e anda juntinho desse nominho que nos define, e por isso é difícil de abrir mão de pensar que tudo sempre vai dar certo em tudo que planejamos, porque afinal é tão mais bonito!

Mas as vezes, nem sempre, ou talvez muitas vezes, as coisas não são como queremos e isso nos magoa, e é lógico que sim! Quem não fica magoado com algo que te faz ficar frustado? Grite bem alto quem não, e venha se apresentar para mim e me contar essa história aí direito, certo!

E já que eu estou escrevendo o motivo de eu estar aqui hoje, vou escrever um pouco mais. É que eu sempre escrevo de modo que as reias coisas a serem passadas não são tão rápidas de se assimilar, porque eu temo que sejam, mais hoje eu quero escrever tudo, em muitas palavras! Muitas! Eu quero escrever mesmo!

A real é que, viver fazendo poesias encantadas, cheias de palavras sinônimas criadas por mim, não está fazendo sentido no dia de hoje! Claro que fez sentido em muitos dias, e fará em muitos outros, mais não no dia de hoje.

Então vamos começar no ponto de uma vez! As vezes perdemos muitas coisas, é disso que vou falar, de perdas que tive.

As vezes perdemos coisas que temos outras que nunca tivemos, as vezes perdemos mais de uma coisa “nos mesmo tempos”, e quando você perde algo que estava perto de você, doe muito, mas nem sempre a decisão é sua, e isso é outra realidade heim! Vamos nos adequando a viver dessa outra forma, com as coisas não tão perto de nós, mais acessíveis para nós as vezes, outras nunca mais.

Outra perda pode ser de algo que você nunca teve, descobri que pode ser um pouquinho pior, porque morre uma vontade, ela esfria, tiram ela de você, vêm a frustração, o desejo que doe. Algumas coisas são para sempre e mesmo que elas não fiquem perto de você isso nunca mudará, mais outras a gente vai ter que aprender a se desapegar, porque você nunca fez parte delas.

E se por um lado algumas coisas nasceram sendo parte de sua vida, por outro lado outras não, em um lado eu perco uma parte do que nasceu comigo mas, que ainda está em mim e sempre estará, e por outro lado, de uma outra frustração eu perco algo que eu me apeguei, mas que nunca tive. É o descarte, quando não há importância é fácil de se descartar, e você as vezes pode ser um. Acho que fui...


E finalmente o que deu título a essa postagem, uma poesia que eu não posso ir antes de deixar:


Palavras vazias

Falar e escutar o seu silêncio...

doeu mais do que poderia sentir

do que eu poderia sentir com as tuas palavras sinceras,

palavras que nem foram me procurar.


A angustia do depois é pior,

a vontade do sentir de novo inquieta,

a vontade do ouvir enlouquece

e o não ceder alucina.


Alucina a alma,

alma inquieta sendo segurada,

a realidade do que se foi e nunca esteve.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Que cheiro tem?



Sente, sente esse cheiro!
Tem cheiro...
Tem cheiro o ar e tem cheiro que vêm com o ar.
O ar tem que cheiro? E quantos cheiros o ar pode nos mostrar?

Tem cheiro com você e você tem cheiro.
Cheiro...
Tem cheiro eu com você.

Te dou então um cheiro,
e você me da um cheiro.
E que cheiro tem?

Tem cheiro nós.
Tem cheiro nós em nós.
Tem cheiro eu, que cheiro você.
Tem cheiro você, que me cheira.

Então sente, sente esse cheiro...
Que cheiro tem?
Seu cheiro me tem.
E os cheiros sem cheiro, que graça tem?
Tem cheiro a vida e tem cheiro que dá vida.
Quantos cheiros tem a vida? E a vida quantos cheiros tem?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tão meio


Eu ando assim...
meio sem inspirações,
sem criar novos versos.
Meio triste,
meio feliz,
meio sorridente,
meio reluzente.

Com a estrela meio ofuscada,
com a vida meio enferrujada,
com as esperanças meio cortadas,
com as luzes meio apagadas,
tão meio para tantas coisas...

Tão Meio...
metade do meu totalmente.

Minha inspiração não está,
eu já bati na sua porta mais ela não está,
ela não escuta,
talvez ela não me veja,
talvez ela realmente não me escute,
talvez ela não me sinta,
o seu pouco é meu meio sem a sua parte no meu totalmente.

A quem diga,
e eu concordo,
que total já sou,
mas me sinto meio com as coisas
e totalmente com saudades.
Meu meio é tentar te sentir,
Meu total é te ter,
Meu meio no total de mim é a falta de você.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Despetala-se


Tudo tão comum.
Uma noite tão comum,
chuvosa e abafada.
Tudo estava tão quieto,
a não ser pelos pingos da chuva.
Mas tudo quieto em mim.

De repente escuto algo...
que invadiu o silêncio que ali estava.
Me invadiu.

Olhei um vaso,
um que estava na mesa mais cedo.
Estava no chão,
ele caiu e junto as flores que dentro dele estavam.
Olhei todas aquelas pétalas caídas
e a água em todo o chão.

A água escorrera,
os cacos foram tirados para não cortar,
mas as flores, todas sem pétalas...
já não eram mais flores.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cirandeiro



Tô esperando!
Tô correndo!
Juro não vou parar de rodar.
Na espera da alegria para poder relatar.
Digo agora sobre o sorriso que me faz exclamar.
Cada segundo, cada momento...
é combustível para continuar.

Um gesto do mais simples,
aprendi a interpretar.
É disso que me movo, é disso que escrevo.
Escrevo da ciranda quando começa a rodar.
Escrevo de você, quando me faz sonhar.
Escrevo de nós, quando nos faz voar.

Engraçado seria, se não sentisse.
Engraçado como é bom saber que existe.
Engraçado saber como tudo isso faz diferença.
Engraçado como sou persistente,
sem ao menos saber se a verdade é assim.
Mas pode ser um sonho, é tão bom sonhar...
'voa... traz para a realidade o que veio me encantar'
Forte energia da ciranda, me faz rodar.

Me faz bem, me faz tão bem...
Me faz sonhar.
Sonha comigo, na ciranda vem sonhar.






Oh cirandeiro, Oh cirandeiro ô, a pedra do seu anel brilha mais do que o sol!♫
(lembrei desse pequeno trecho de uma linda cantiga de ciranda)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Medo do quê?




Assusta o corpo,

doe a alma
de quem muito se abala
pelo tudo em amar.

Antes de tudo,
soca-se o peito...
aperta-se bem!
Para o coração esconder.

Bochechas vermelhas,
olhos fundos
e brilha ao fundo
o que no fundo está há aparecer.

Fala-se calmamente,
mas nada do que queria se dizer.
Se esconde de novo:
- Que vontade de desaparecer...

Se sente o nada,
aborda -se o tudo
e escreve com tudo o que lhe faz doer.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A vidraça



Enquanto subíamos e descíamos
atrás do procurado,
tudo ficava tão ofegante
na busca do achado.


O ar de nossas bocas
mostravam nossos corpos cansados,
faziam rapidamente o corpo quente
e as vidraças embaçavam.

Nelas se era possível relatar
tudo o que estava acontecendo por lá.
A busca incansável pelo procurado
os motivavam mais ainda a procurar.

Se subia e se descia atrás,
por todos os cantos se procurava.
Se acha então o achado
e se respira a fervura.

Fervura aliviada de quem muito procurou,
mesmo do quente que embaçou.

Vidraças cinzentas,
transparentes eram as letras
riscadas com os dedos
que ainda cansados os inspirou.

domingo, 13 de setembro de 2009

O preciso




E então o que é preciso?
eu sei que é difícil de se ver.
Ver tudo isso, ainda parece não ver.
Por mais que fuja o pensamento,
não é outro que me vêm dizer o nada.

Se disso sei,
como pensar o contrário?
Se isso não é o preciso,
qual a sua precisão?

Se refere então a quantidade,
se descarta então a qualidade.
Precisa sinceridade?
Qual a precisão?

Há de contar o contado
e será preciso,
é farto é o teu
ou é o fato seu?

O igual
precisa ser diferente,
olhando ao redor...
mesmo assim não se entende.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sempre mais


Se é saudade
é porque é bom o que me faz falta.

Quem pode explicar a sensação
que o bom me traz.
É o pouco tão bom,
mais não é bom tão pouco,
quero um pouco mais.

Não sou de pouco,
só de um pouco mais.
Se for desse um pouco,
aceito mais.
Que desse pouco seja muito
e do muito, muito mais.

Se é bom
por que tão pouco?
Ainda do muito quero mais.

Mas como tudo na vida,
o nada é muito pouco,
um pouco ainda é pouco
e se aceita um pouco mais.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Expressão real


Mais que desabafo esquisito!
Se arranca de dentro,
se arrepende por fora
e tenta não jogar fora.
Joga apenas uma parte
e tenta de novo plantar a raiz.
Mais que forma esquisita,
a expressão que se torna real
e passa a ser normal.
E é mais difícil escrever,
se dessa forma for.
E tudo passa a doer,
se assim acontecer.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Brincar de se esconder



E então brincar de se esconder.
A lua e o sol se vêem pelo amanhecer,
ou quando chega a hora do entardecer.
Ansiosos esperam por esse momento,
tão atentos e as vezes meio atrasados.

Antes disso eles brincam,
brincam de se esconder.

Quando o sol demora a sair,
é porque a lua o procurava e nada achava.
Quando o lua demora de aparecer,
o sol não conseguia ver onde ela estava.
O sol e a lua se vêem pouco,
mais juntos já fazem esse encontro.
Pena da lua e dó do sol,
que juntos quase nunca estão.

Brincam tanto que não se acham,
quando se olham já se escondem um do outro.
O sol fica corado e avermelhado de vergonha,
a lua tão cheia de si disfarça,
mais seus olhos não mentem de luz.

Os casais parados observam a lua ir,
e calados vêem o sol chegar.
Admirados observam o por do sol,
e encantados vêem a lua aparecer.
E juntos, o sol e a lua
um beijo fazem acontecer.

Ê Lua...
Ê Sol...

domingo, 2 de agosto de 2009

Do acaso, que por um acaso



É sobre o acaso!
E nem sei se por um acaso
o acaso existe!

Só sei que se acaso ele existir,
é dele então a maioria
dos versos da poesia minha.

Um acaso conheci,
e por um acaso conversamos,
até o sol ir e a noite cair.
E então nos calamos.
E por uma acaso,
o acaso me disse,
o que acaso eu queria dizer!

E então não mais por um acaso ,
já do prevido,
o nosso silêncio
tornou-se o que acaso me faz escrever.

Passou-se tempo
e passou-se horas.
O acaso te levou e trouxe de volta.

E então é do acaso
do acaso que me trouxe
e não te leva.
O acaso que nos leva e nos traz
na sintonia nossa.

Do acaso que me trouxe.
E da culpa do acaso,
se acaso ele existir!
E é no meu acaso,
que acaso você sempre estará.


Tudo por acaso - Lenine

terça-feira, 28 de julho de 2009

O vento soprou


E então posso sentir todo o vento que veio soprar,
cada minuto de ter vivido por lá.
Todos os dias dos quais estiveram por aqui,
e agora o vento soprou cada um pro seu lugar.

A ciranda girava e a energia contagiava,
os seres que ali estavam puderam viver,
cada minuto do que ali passava.
Sentiram a amizade,
e sentiram a dor da saudade,
e em um andar do tempo tudo se passa,
nada se foi e tudo se lembra.

Se sente então como se estivesse ainda,
se lembra como se ainda pertencesse
e se vai sem ao menos deixar ninguém.

Vamos mais unidos do que quando vinhemos.
Apenas vamos andando,
prosseguindo na extensão do caminho.
Vamos mais fortes do que quando chegamos,
e agora partimos levados pelo vento,
que vai nos trazer de novo em cada um.



Zeca Baleiro - Telegrama

domingo, 12 de julho de 2009

Não apenas do somente



As vezes sutilmente eu queria poder escrever, sem que ao menos pudessem entender do que eu escrevo naquele momento. Mudar palavras e associar sentimentos para que o triste fosse passado em alegria, e a alegria fosse passada em mais festa ainda. Queria poder ser mais cômica em meus textos, e levar um pouco mais de alegria nas minhas palavras.

Nem sempre eu queria escrever de amor, ou do que aperta o peito. Não quero ter de fazer dos textos apenas lugares de desabafo, quero escrever também sobre todas as outras coisas que nos trazem alegria, não só do amor. E assim transmitir tudo isso em palavras.

Não somente quero escrever de amores platônicos, nem aqueles que nos tiram o sono. Entre tanto, não quero deixar de escrever sobre todos eles, mais também quero dar espaço para o que não me tira o sono, e sim me faz não querer dormir, para que eu possa viver mais uma vez todo o instante, da maravilha do escrever por paixão. Não apenas por desabafo, é dessa paixão que eu quero também escrever. Pois, um verso não é só de amor, nem é todo tristeza.

Para que minhas palavras possam ser e sejam todos os sentimentos. E assim poder escrever de tudo, de todos, do infinito, do que existe e do inexistente.

Poder gritar silenciosamente em cada estrofe de um poema, ou rir desesperadamente em mais um parágrafo de um texto.

Mas que todas as razões me levem a escrever, simplesmente na sutileza de um verso, ou no maciço parágrafo de um texto. Cheio de palavras que preencham as linhas, e dêem vida a cada rima.

Mas que cada um de todos os sentimentos, e que cada um dos fatos possam ser escritos. Não quero apenas falar de dor, ou fingir que minha vida só é composta de alegrias, não quero fazer dos meus versos, todo tristeza, todo amor, todo beleza, todo angústia e nem todo desabafo. Mais quero fazer do meu verso, um verso, e apenas um verso. E que nele caiba tudo, sem que transborde.

Nele poderei falar de todas as coisas, e assim chegarei a um poema, ou um texto, do qual não terá um rótulo. Nele então poderá se encontrar vários assuntos e sentimentos, ou assuntos que falem de sentimentos, ou simplesmente assuntos, assuntos diversos. O que vier, o que estiver, o que se sentir, o que criar, o que amar e odiar. Mas que nele eu possa encontrar espaço para tudo o que tiver que ser escrito.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Peça Teatral


Maldito pessimismo que mora em nós.
Nos trancamos ao sofrermos.
Somos teatros ambulantes,
encenamos alegria.
Para assim não mostrar nossa real tristeza.

Carne humana e dissimulada peça teatral.
Feita de sangue carne e vida,
como você!
Criando sentimentos para escrever
e o que verdadeiramente sinto,
poucos poemas sabem.

Lágrimas cortam a maquiagem,
sorrisos também.
O reciproco alivia,
um abraço após a peça nos recupera.
Um beijo nos traz vida,
e um grito no palco desabafa.
Persistir no texto as vezes cança.

Quando um verso meu for teu,
e em uma estrofe haver teu nome
e ele for recitado durante minha peça.
Acredite,
não são todos que o têm.

As vezes a luz da peça pode vir a aparecer
mas só se sentirmos que o nosso público nos dá o valor.
E que é compreendido o que trancamos.
Quero sentir os aplausos em nós.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Veja só


Veja só,
escrevo essa palavra e nela fico,
pois tento exprimir algo que sinto.
E isso parece tão difícil.
Escrevo essa palavra em um papel,
na tentativa de criar doces respostas.
Mas me abalo ao escrever,
escrever exatamente do que não me deixa escrever.
Mais mesmo assim escrevo.
Veja só,
escrevo essa palavra e nela fico.
Na tentativa de ver algo,
e nada enxergo.
Escrevo essa palavra em um papel,
na tentativa de não estar só.
E mesmo assim estou.
Veja só.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Senso Comum X Bom Senso

Se o comum é:
Se o conselho fosse bom não se dava de graça
É só dormir que a dor passa.
Quem espera sempre alcança.
Quem brinca com fogo acaba se queimando
Faça o que eu digo mais não faça o que eu faço
Pense duas vezes antes de agir
Devagar se vai ao longe
Quem semeia vento colhe tempestade
...
Por que continuar vivendo em uma caverna escura, olhando para a sombra da realidade, sem querer sair para ver o que é o real?
Se acostumar a aceitar o que é de costume seguir?
Utilizar do Senso comum e não ter o seu Bom senso?
Não sentir o quente do fogo, dormir na espera da cura, deixar de semear por medo do que possa nascer, não correr até onde você quer chegar, e ficar pensando demais e perder tempo de agir?
Aceite esse conselho! é de graça!
Bom Conselho ( Chico Buarque de Holanda )
Ouça um bom conselho
Eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado
Quem espera nunca alcança
Venha meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com o meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes
Antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade.




Chico Buarque - Bom Conselho

sábado, 9 de maio de 2009

Minha Eterna




Senti vontade de lembrar de muitas coisas hoje e então peguei meus álbuns, os de fotografia.
Comecei a olhar página por página de todas aquelas histórias e momentos que estavam sendo contados a cada página que eu virava.
De repente me deparei com uma foto mágica, ou melhor mais mágico era o que tinha na foto.
É como o tempo passa rápido, naquela foto eu era apenas um bebê e minha mãe me tinha nos seus braços.
E há coisas que não mudam, mesmo com o passar dos anos, e fotografias novas ela ainda me tem em seus braços.
Ela ainda me acoberta com suas mãos e me protege dos males. E mesmo não sabendo o que mora nos pensamentos das pessoas eu posso realmente acreditar que o que mora nos pensamentos dela quando ela olha pra mim é que eu seja feliz!
E se tem alguém que sabe olhar no fundo dos meus olhos e saber o que eu estou pensando é ela a minha Mãe!
Ela a que sempre foi a minha melhor amiga, e não é por gesto popular dizer essas palavras : Minha melhor amiga!
E sim digo por que ela realmente sempre foi a pessoa que caminhou comigo e a da qual tenho muito amor e sei que o que tenho reciproco.
Me lembro sempre da pessoa que se manteve acordada quando eu estava com febre, ou quando chorava por alguma coisa, ou que me deixava dormir na cama dela e do meu pai quando eu tinha pesadelos, ou quando era pura manha.
Que me beija todo dia antes de eu ir para algum lugar.
Não tem palavras das quais definam ela, a minha Mãe! E nem dias do ano que sejam o bastante para os que ela merece!
Mais eu sei que uma coisa ela vai sempre gostar de me ouvir falar, e mesmo hoje sendo um dia antes do que todos dizem que é Dia das Mães, eu já começo a escrever o que te falo todos os dias e sempre vou falar após cada beijo que você me der ou eu dar a você...
Mãe eu te Amo!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Apostas



E jogue os dados,
a aposta está feita.
Os dados estão sobre a mesa,
nesse jogo não há perdedores.
O prêmio sou eu.
O prêmio é você.
E em ambas alternativas que saírem,
ninguém vai perder.
Que role os dados,
nesse jogo não há perdedores.
Nesse jogo o dado vai ter dois lados,
um é meu e o outro é seu..
E mesmo que ganhe apenas um de nós,
qualquer lado que cair,
o prêmio é nosso.