
Maldito pessimismo que mora em nós.
Nos trancamos ao sofrermos.
Somos teatros ambulantes,
encenamos alegria.
Para assim não mostrar nossa real tristeza.
Carne humana e dissimulada peça teatral.
Feita de sangue carne e vida,
como você!
Criando sentimentos para escrever
e o que verdadeiramente sinto,
poucos poemas sabem.
Lágrimas cortam a maquiagem,
sorrisos também.
O reciproco alivia,
um abraço após a peça nos recupera.
Um beijo nos traz vida,
e um grito no palco desabafa.
Persistir no texto as vezes cança.
Quando um verso meu for teu,
e em uma estrofe haver teu nome
e ele for recitado durante minha peça.
Acredite,
não são todos que o têm.
As vezes a luz da peça pode vir a aparecer
mas só se sentirmos que o nosso público nos dá o valor.
E que é compreendido o que trancamos.
Quero sentir os aplausos em nós.




