sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Despetala-se
Tudo tão comum.
Uma noite tão comum,
chuvosa e abafada.
Tudo estava tão quieto,
a não ser pelos pingos da chuva.
Mas tudo quieto em mim.
De repente escuto algo...
que invadiu o silêncio que ali estava.
Me invadiu.
Olhei um vaso,
um que estava na mesa mais cedo.
Estava no chão,
ele caiu e junto as flores que dentro dele estavam.
Olhei todas aquelas pétalas caídas
e a água em todo o chão.
A água escorrera,
os cacos foram tirados para não cortar,
mas as flores, todas sem pétalas...
já não eram mais flores.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Cirandeiro

Tô esperando!
Tô correndo!
Juro não vou parar de rodar.
Na espera da alegria para poder relatar.
Digo agora sobre o sorriso que me faz exclamar.
Cada segundo, cada momento...
é combustível para continuar.
Tô correndo!
Juro não vou parar de rodar.
Na espera da alegria para poder relatar.
Digo agora sobre o sorriso que me faz exclamar.
Cada segundo, cada momento...
é combustível para continuar.
Um gesto do mais simples,
aprendi a interpretar.
É disso que me movo, é disso que escrevo.
Escrevo da ciranda quando começa a rodar.
Escrevo de você, quando me faz sonhar.
Escrevo de nós, quando nos faz voar.
Engraçado seria, se não sentisse.
Engraçado como é bom saber que existe.
Engraçado saber como tudo isso faz diferença.
Engraçado como sou persistente,
sem ao menos saber se a verdade é assim.
Mas pode ser um sonho, é tão bom sonhar...
'voa... traz para a realidade o que veio me encantar'
Forte energia da ciranda, me faz rodar.
Me faz bem, me faz tão bem...
Me faz sonhar.
Sonha comigo, na ciranda vem sonhar.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
Medo do quê?
Assusta o corpo,
doe a alma
de quem muito se abala
pelo tudo em amar.
Antes de tudo,
soca-se o peito...
aperta-se bem!
Para o coração esconder.
Bochechas vermelhas,
olhos fundos
e brilha ao fundo
o que no fundo está há aparecer.
Fala-se calmamente,
mas nada do que queria se dizer.
Se esconde de novo:
- Que vontade de desaparecer...
Se sente o nada,
aborda -se o tudo
e escreve com tudo o que lhe faz doer.
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Um grito de desabafo
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A vidraça

Enquanto subíamos e descíamos
atrás do procurado,
tudo ficava tão ofegante
na busca do achado.
O ar de nossas bocas
mostravam nossos corpos cansados,
faziam rapidamente o corpo quente
e as vidraças embaçavam.
mostravam nossos corpos cansados,
faziam rapidamente o corpo quente
e as vidraças embaçavam.
Nelas se era possível relatar
tudo o que estava acontecendo por lá.
A busca incansável pelo procurado
os motivavam mais ainda a procurar.
tudo o que estava acontecendo por lá.
A busca incansável pelo procurado
os motivavam mais ainda a procurar.
Se subia e se descia atrás,
por todos os cantos se procurava.
Se acha então o achado
e se respira a fervura.
por todos os cantos se procurava.
Se acha então o achado
e se respira a fervura.
Fervura aliviada de quem muito procurou,
mesmo do quente que embaçou.
mesmo do quente que embaçou.
Vidraças cinzentas,
transparentes eram as letras
riscadas com os dedos
que ainda cansados os inspirou.
transparentes eram as letras
riscadas com os dedos
que ainda cansados os inspirou.
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domingo, 13 de setembro de 2009
O preciso

E então o que é preciso?
eu sei que é difícil de se ver.
Ver tudo isso, ainda parece não ver.
eu sei que é difícil de se ver.
Ver tudo isso, ainda parece não ver.
Por mais que fuja o pensamento,
não é outro que me vêm dizer o nada.
não é outro que me vêm dizer o nada.
Se disso sei,
como pensar o contrário?
Se isso não é o preciso,
qual a sua precisão?
como pensar o contrário?
Se isso não é o preciso,
qual a sua precisão?
Se refere então a quantidade,
se descarta então a qualidade.
Precisa sinceridade?
Qual a precisão?
se descarta então a qualidade.
Precisa sinceridade?
Qual a precisão?
Há de contar o contado
e será preciso,
é farto é o teu
ou é o fato seu?
e será preciso,
é farto é o teu
ou é o fato seu?
O igual
precisa ser diferente,
olhando ao redor...
mesmo assim não se entende.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Sempre mais

Se é saudade
é porque é bom o que me faz falta.
é porque é bom o que me faz falta.
Quem pode explicar a sensação
que o bom me traz.
É o pouco tão bom,
mais não é bom tão pouco,
quero um pouco mais.
que o bom me traz.
É o pouco tão bom,
mais não é bom tão pouco,
quero um pouco mais.
Não sou de pouco,
só de um pouco mais.
Se for desse um pouco,
aceito mais.
só de um pouco mais.
Se for desse um pouco,
aceito mais.
Que desse pouco seja muito
e do muito, muito mais.
e do muito, muito mais.
Se é bom
por que tão pouco?
Ainda do muito quero mais.
por que tão pouco?
Ainda do muito quero mais.
Mas como tudo na vida,
o nada é muito pouco,
um pouco ainda é pouco
e se aceita um pouco mais.
o nada é muito pouco,
um pouco ainda é pouco
e se aceita um pouco mais.
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