terça-feira, 20 de outubro de 2009

Medo do quê?




Assusta o corpo,

doe a alma
de quem muito se abala
pelo tudo em amar.

Antes de tudo,
soca-se o peito...
aperta-se bem!
Para o coração esconder.

Bochechas vermelhas,
olhos fundos
e brilha ao fundo
o que no fundo está há aparecer.

Fala-se calmamente,
mas nada do que queria se dizer.
Se esconde de novo:
- Que vontade de desaparecer...

Se sente o nada,
aborda -se o tudo
e escreve com tudo o que lhe faz doer.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A vidraça



Enquanto subíamos e descíamos
atrás do procurado,
tudo ficava tão ofegante
na busca do achado.


O ar de nossas bocas
mostravam nossos corpos cansados,
faziam rapidamente o corpo quente
e as vidraças embaçavam.

Nelas se era possível relatar
tudo o que estava acontecendo por lá.
A busca incansável pelo procurado
os motivavam mais ainda a procurar.

Se subia e se descia atrás,
por todos os cantos se procurava.
Se acha então o achado
e se respira a fervura.

Fervura aliviada de quem muito procurou,
mesmo do quente que embaçou.

Vidraças cinzentas,
transparentes eram as letras
riscadas com os dedos
que ainda cansados os inspirou.

domingo, 13 de setembro de 2009

O preciso




E então o que é preciso?
eu sei que é difícil de se ver.
Ver tudo isso, ainda parece não ver.
Por mais que fuja o pensamento,
não é outro que me vêm dizer o nada.

Se disso sei,
como pensar o contrário?
Se isso não é o preciso,
qual a sua precisão?

Se refere então a quantidade,
se descarta então a qualidade.
Precisa sinceridade?
Qual a precisão?

Há de contar o contado
e será preciso,
é farto é o teu
ou é o fato seu?

O igual
precisa ser diferente,
olhando ao redor...
mesmo assim não se entende.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sempre mais


Se é saudade
é porque é bom o que me faz falta.

Quem pode explicar a sensação
que o bom me traz.
É o pouco tão bom,
mais não é bom tão pouco,
quero um pouco mais.

Não sou de pouco,
só de um pouco mais.
Se for desse um pouco,
aceito mais.
Que desse pouco seja muito
e do muito, muito mais.

Se é bom
por que tão pouco?
Ainda do muito quero mais.

Mas como tudo na vida,
o nada é muito pouco,
um pouco ainda é pouco
e se aceita um pouco mais.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Expressão real


Mais que desabafo esquisito!
Se arranca de dentro,
se arrepende por fora
e tenta não jogar fora.
Joga apenas uma parte
e tenta de novo plantar a raiz.
Mais que forma esquisita,
a expressão que se torna real
e passa a ser normal.
E é mais difícil escrever,
se dessa forma for.
E tudo passa a doer,
se assim acontecer.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Operação Pandemia

TAMIFLU!?
O que há de camuflado?


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Brincar de se esconder



E então brincar de se esconder.
A lua e o sol se vêem pelo amanhecer,
ou quando chega a hora do entardecer.
Ansiosos esperam por esse momento,
tão atentos e as vezes meio atrasados.

Antes disso eles brincam,
brincam de se esconder.

Quando o sol demora a sair,
é porque a lua o procurava e nada achava.
Quando o lua demora de aparecer,
o sol não conseguia ver onde ela estava.
O sol e a lua se vêem pouco,
mais juntos já fazem esse encontro.
Pena da lua e dó do sol,
que juntos quase nunca estão.

Brincam tanto que não se acham,
quando se olham já se escondem um do outro.
O sol fica corado e avermelhado de vergonha,
a lua tão cheia de si disfarça,
mais seus olhos não mentem de luz.

Os casais parados observam a lua ir,
e calados vêem o sol chegar.
Admirados observam o por do sol,
e encantados vêem a lua aparecer.
E juntos, o sol e a lua
um beijo fazem acontecer.

Ê Lua...
Ê Sol...