quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Que cheiro tem?



Sente, sente esse cheiro!
Tem cheiro...
Tem cheiro o ar e tem cheiro que vêm com o ar.
O ar tem que cheiro? E quantos cheiros o ar pode nos mostrar?

Tem cheiro com você e você tem cheiro.
Cheiro...
Tem cheiro eu com você.

Te dou então um cheiro,
e você me da um cheiro.
E que cheiro tem?

Tem cheiro nós.
Tem cheiro nós em nós.
Tem cheiro eu, que cheiro você.
Tem cheiro você, que me cheira.

Então sente, sente esse cheiro...
Que cheiro tem?
Seu cheiro me tem.
E os cheiros sem cheiro, que graça tem?
Tem cheiro a vida e tem cheiro que dá vida.
Quantos cheiros tem a vida? E a vida quantos cheiros tem?

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tão meio


Eu ando assim...
meio sem inspirações,
sem criar novos versos.
Meio triste,
meio feliz,
meio sorridente,
meio reluzente.

Com a estrela meio ofuscada,
com a vida meio enferrujada,
com as esperanças meio cortadas,
com as luzes meio apagadas,
tão meio para tantas coisas...

Tão Meio...
metade do meu totalmente.

Minha inspiração não está,
eu já bati na sua porta mais ela não está,
ela não escuta,
talvez ela não me veja,
talvez ela realmente não me escute,
talvez ela não me sinta,
o seu pouco é meu meio sem a sua parte no meu totalmente.

A quem diga,
e eu concordo,
que total já sou,
mas me sinto meio com as coisas
e totalmente com saudades.
Meu meio é tentar te sentir,
Meu total é te ter,
Meu meio no total de mim é a falta de você.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Novidades!

Já que 2010 está chegando resolvi inovar, criei um novo blog o "Marionete"
acessem: http://www.monenascimento.blogspot.com/ ,
mas continuarei postando aqui, a diferença é que agora terei mais um blog!

espero que gostem! dá uma passadinha por lá!

A marionete que ganhou vida...

Eu escutei um pedido...
era pra que tudo que eu escrevesse fosse vivo!
Coloquei então meus sentimentos,
minhas rimas nas poesias.
Eu os alimentava a cada palavra.
Quando eu amava eu escrevia,
Quando eu chorava eu escrevia,
Quando eu me acabava em risos
eu colocava em textos,
Quando eu me enchia de esperança
eu construia poesias,
Quando eu recomeçava
eu escrevia um novo caminho.
E então minhas palavras se alimentavam de mim,
sentiam comigo,
escreviam comigo
e se juntaram a mim.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tô com Sintomas de Saudade

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Despetala-se


Tudo tão comum.
Uma noite tão comum,
chuvosa e abafada.
Tudo estava tão quieto,
a não ser pelos pingos da chuva.
Mas tudo quieto em mim.

De repente escuto algo...
que invadiu o silêncio que ali estava.
Me invadiu.

Olhei um vaso,
um que estava na mesa mais cedo.
Estava no chão,
ele caiu e junto as flores que dentro dele estavam.
Olhei todas aquelas pétalas caídas
e a água em todo o chão.

A água escorrera,
os cacos foram tirados para não cortar,
mas as flores, todas sem pétalas...
já não eram mais flores.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cirandeiro



Tô esperando!
Tô correndo!
Juro não vou parar de rodar.
Na espera da alegria para poder relatar.
Digo agora sobre o sorriso que me faz exclamar.
Cada segundo, cada momento...
é combustível para continuar.

Um gesto do mais simples,
aprendi a interpretar.
É disso que me movo, é disso que escrevo.
Escrevo da ciranda quando começa a rodar.
Escrevo de você, quando me faz sonhar.
Escrevo de nós, quando nos faz voar.

Engraçado seria, se não sentisse.
Engraçado como é bom saber que existe.
Engraçado saber como tudo isso faz diferença.
Engraçado como sou persistente,
sem ao menos saber se a verdade é assim.
Mas pode ser um sonho, é tão bom sonhar...
'voa... traz para a realidade o que veio me encantar'
Forte energia da ciranda, me faz rodar.

Me faz bem, me faz tão bem...
Me faz sonhar.
Sonha comigo, na ciranda vem sonhar.






Oh cirandeiro, Oh cirandeiro ô, a pedra do seu anel brilha mais do que o sol!♫
(lembrei desse pequeno trecho de uma linda cantiga de ciranda)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Medo do quê?




Assusta o corpo,

doe a alma
de quem muito se abala
pelo tudo em amar.

Antes de tudo,
soca-se o peito...
aperta-se bem!
Para o coração esconder.

Bochechas vermelhas,
olhos fundos
e brilha ao fundo
o que no fundo está há aparecer.

Fala-se calmamente,
mas nada do que queria se dizer.
Se esconde de novo:
- Que vontade de desaparecer...

Se sente o nada,
aborda -se o tudo
e escreve com tudo o que lhe faz doer.