quarta-feira, 1 de julho de 2009

Peça Teatral


Maldito pessimismo que mora em nós.
Nos trancamos ao sofrermos.
Somos teatros ambulantes,
encenamos alegria.
Para assim não mostrar nossa real tristeza.

Carne humana e dissimulada peça teatral.
Feita de sangue carne e vida,
como você!
Criando sentimentos para escrever
e o que verdadeiramente sinto,
poucos poemas sabem.

Lágrimas cortam a maquiagem,
sorrisos também.
O reciproco alivia,
um abraço após a peça nos recupera.
Um beijo nos traz vida,
e um grito no palco desabafa.
Persistir no texto as vezes cança.

Quando um verso meu for teu,
e em uma estrofe haver teu nome
e ele for recitado durante minha peça.
Acredite,
não são todos que o têm.

As vezes a luz da peça pode vir a aparecer
mas só se sentirmos que o nosso público nos dá o valor.
E que é compreendido o que trancamos.
Quero sentir os aplausos em nós.

5 comentários:

  1. Escrevi no meu blog o mesmo assunto, sobre sermos um teatro vivo. Mas descrevi um teatro autobiográfico.

    Somos e seremos uma ficção entre as cortinas que se abrem e fecham constantemente.

    Lindo o modo como você escreveu.
    Beijos.

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  2. É, eu fiz um texto assim, mas autobiográfico. Admiro muito seus poemas. Nós usamos máscaras, e várias, onde quer que passemos. O vício é tão grande que acabamos sendo a máscara que antes, apenas usávamos.

    Beijos

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  3. Tu tá ficando cada vez melhor hein menina?!

    PARABÉNS!

    Beijos

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  4. Porque você sempre arrasa nos seus posts?
    você é especial Mone, muito especial

    bejão

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  5. "Persistir no texto as vezes cança."

    Lindo velho!
    Lindo!
    Lindo!

    Sou teu fã!

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