quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Novidades!

Já que 2010 está chegando resolvi inovar, criei um novo blog o "Marionete"
acessem: http://www.monenascimento.blogspot.com/ ,
mas continuarei postando aqui, a diferença é que agora terei mais um blog!

espero que gostem! dá uma passadinha por lá!

A marionete que ganhou vida...

Eu escutei um pedido...
era pra que tudo que eu escrevesse fosse vivo!
Coloquei então meus sentimentos,
minhas rimas nas poesias.
Eu os alimentava a cada palavra.
Quando eu amava eu escrevia,
Quando eu chorava eu escrevia,
Quando eu me acabava em risos
eu colocava em textos,
Quando eu me enchia de esperança
eu construia poesias,
Quando eu recomeçava
eu escrevia um novo caminho.
E então minhas palavras se alimentavam de mim,
sentiam comigo,
escreviam comigo
e se juntaram a mim.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tô com Sintomas de Saudade

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Despetala-se


Tudo tão comum.
Uma noite tão comum,
chuvosa e abafada.
Tudo estava tão quieto,
a não ser pelos pingos da chuva.
Mas tudo quieto em mim.

De repente escuto algo...
que invadiu o silêncio que ali estava.
Me invadiu.

Olhei um vaso,
um que estava na mesa mais cedo.
Estava no chão,
ele caiu e junto as flores que dentro dele estavam.
Olhei todas aquelas pétalas caídas
e a água em todo o chão.

A água escorrera,
os cacos foram tirados para não cortar,
mas as flores, todas sem pétalas...
já não eram mais flores.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cirandeiro



Tô esperando!
Tô correndo!
Juro não vou parar de rodar.
Na espera da alegria para poder relatar.
Digo agora sobre o sorriso que me faz exclamar.
Cada segundo, cada momento...
é combustível para continuar.

Um gesto do mais simples,
aprendi a interpretar.
É disso que me movo, é disso que escrevo.
Escrevo da ciranda quando começa a rodar.
Escrevo de você, quando me faz sonhar.
Escrevo de nós, quando nos faz voar.

Engraçado seria, se não sentisse.
Engraçado como é bom saber que existe.
Engraçado saber como tudo isso faz diferença.
Engraçado como sou persistente,
sem ao menos saber se a verdade é assim.
Mas pode ser um sonho, é tão bom sonhar...
'voa... traz para a realidade o que veio me encantar'
Forte energia da ciranda, me faz rodar.

Me faz bem, me faz tão bem...
Me faz sonhar.
Sonha comigo, na ciranda vem sonhar.






Oh cirandeiro, Oh cirandeiro ô, a pedra do seu anel brilha mais do que o sol!♫
(lembrei desse pequeno trecho de uma linda cantiga de ciranda)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Medo do quê?




Assusta o corpo,

doe a alma
de quem muito se abala
pelo tudo em amar.

Antes de tudo,
soca-se o peito...
aperta-se bem!
Para o coração esconder.

Bochechas vermelhas,
olhos fundos
e brilha ao fundo
o que no fundo está há aparecer.

Fala-se calmamente,
mas nada do que queria se dizer.
Se esconde de novo:
- Que vontade de desaparecer...

Se sente o nada,
aborda -se o tudo
e escreve com tudo o que lhe faz doer.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A vidraça



Enquanto subíamos e descíamos
atrás do procurado,
tudo ficava tão ofegante
na busca do achado.


O ar de nossas bocas
mostravam nossos corpos cansados,
faziam rapidamente o corpo quente
e as vidraças embaçavam.

Nelas se era possível relatar
tudo o que estava acontecendo por lá.
A busca incansável pelo procurado
os motivavam mais ainda a procurar.

Se subia e se descia atrás,
por todos os cantos se procurava.
Se acha então o achado
e se respira a fervura.

Fervura aliviada de quem muito procurou,
mesmo do quente que embaçou.

Vidraças cinzentas,
transparentes eram as letras
riscadas com os dedos
que ainda cansados os inspirou.

domingo, 13 de setembro de 2009

O preciso




E então o que é preciso?
eu sei que é difícil de se ver.
Ver tudo isso, ainda parece não ver.
Por mais que fuja o pensamento,
não é outro que me vêm dizer o nada.

Se disso sei,
como pensar o contrário?
Se isso não é o preciso,
qual a sua precisão?

Se refere então a quantidade,
se descarta então a qualidade.
Precisa sinceridade?
Qual a precisão?

Há de contar o contado
e será preciso,
é farto é o teu
ou é o fato seu?

O igual
precisa ser diferente,
olhando ao redor...
mesmo assim não se entende.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sempre mais


Se é saudade
é porque é bom o que me faz falta.

Quem pode explicar a sensação
que o bom me traz.
É o pouco tão bom,
mais não é bom tão pouco,
quero um pouco mais.

Não sou de pouco,
só de um pouco mais.
Se for desse um pouco,
aceito mais.
Que desse pouco seja muito
e do muito, muito mais.

Se é bom
por que tão pouco?
Ainda do muito quero mais.

Mas como tudo na vida,
o nada é muito pouco,
um pouco ainda é pouco
e se aceita um pouco mais.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Expressão real


Mais que desabafo esquisito!
Se arranca de dentro,
se arrepende por fora
e tenta não jogar fora.
Joga apenas uma parte
e tenta de novo plantar a raiz.
Mais que forma esquisita,
a expressão que se torna real
e passa a ser normal.
E é mais difícil escrever,
se dessa forma for.
E tudo passa a doer,
se assim acontecer.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Operação Pandemia

TAMIFLU!?
O que há de camuflado?


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Brincar de se esconder



E então brincar de se esconder.
A lua e o sol se vêem pelo amanhecer,
ou quando chega a hora do entardecer.
Ansiosos esperam por esse momento,
tão atentos e as vezes meio atrasados.

Antes disso eles brincam,
brincam de se esconder.

Quando o sol demora a sair,
é porque a lua o procurava e nada achava.
Quando o lua demora de aparecer,
o sol não conseguia ver onde ela estava.
O sol e a lua se vêem pouco,
mais juntos já fazem esse encontro.
Pena da lua e dó do sol,
que juntos quase nunca estão.

Brincam tanto que não se acham,
quando se olham já se escondem um do outro.
O sol fica corado e avermelhado de vergonha,
a lua tão cheia de si disfarça,
mais seus olhos não mentem de luz.

Os casais parados observam a lua ir,
e calados vêem o sol chegar.
Admirados observam o por do sol,
e encantados vêem a lua aparecer.
E juntos, o sol e a lua
um beijo fazem acontecer.

Ê Lua...
Ê Sol...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A IRONIA NO SEU MELHOR ESTILO - Por: Dr. Carlos Alberto Morales Paitán

A IRONIA NO SEU MELHOR ESTILO

2000 pessoas contraem a gripe suína e todo mundo já querusar máscara.
25 milhões de pessoas têm AIDS e ninguém quer usarpreservativo...

PANDEMIA DE LUCRO. Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe suína
No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária, que se podia prevenir
Os noticiários..., disto nada falam! No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças comdiarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos.
Os noticiários..., disto nada falam!
Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinasbaratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.
Os noticiários..., disto nada falam!
Mas, há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves...
...os noticiários mundiais inundaram-se de noticias...
Uma epidemia, a mais perigosa de todas...Uma Pandemia!
Só se falava da terrífica enfermidade das aves.
Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos...25 mortos por ano.
A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Um momento..., um momento. Então, por que se armou tanto escândalo com a gripe das aves?
Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande.
*A farmacêutica transnacional Roche* com o seu famoso *Tamiflu* vendeu milhões de doses aos países asiáticos.
Ainda que o Tamiflu seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.
Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.
- Antes com os frangos e agora com os porcos.
- Sim, agora começou a psicose da gripe suína. E todos os noticiários do mundo só falam disso...
- Já não se fala da crise econômica, nem dos torturados em Guantánamo...
- Só a gripe suína, a gripe dos porcos...
- E eu me pergunto-: se atrás dos frangos havia um "galo"... atrás dos porcos... não haverá um "grande porco"?
*A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflu. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro,* Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque...
Os acionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflu.
A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.
Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países. Mas, se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação...
Se a Organização Mundial de Saúde (conduzida pelachinesa Margaret Chan) se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?
Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria a m elhor solução.
PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS OS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA "PANDEMIA".
Pois os meios de comunicação naturalmente divulgam o que interessa aos patrocinadores, não aos ouvintes e leitores.

Dr. Carlos Alberto Morales Paitán.

domingo, 2 de agosto de 2009

Do acaso, que por um acaso



É sobre o acaso!
E nem sei se por um acaso
o acaso existe!

Só sei que se acaso ele existir,
é dele então a maioria
dos versos da poesia minha.

Um acaso conheci,
e por um acaso conversamos,
até o sol ir e a noite cair.
E então nos calamos.
E por uma acaso,
o acaso me disse,
o que acaso eu queria dizer!

E então não mais por um acaso ,
já do prevido,
o nosso silêncio
tornou-se o que acaso me faz escrever.

Passou-se tempo
e passou-se horas.
O acaso te levou e trouxe de volta.

E então é do acaso
do acaso que me trouxe
e não te leva.
O acaso que nos leva e nos traz
na sintonia nossa.

Do acaso que me trouxe.
E da culpa do acaso,
se acaso ele existir!
E é no meu acaso,
que acaso você sempre estará.


Tudo por acaso - Lenine

terça-feira, 28 de julho de 2009

O vento soprou


E então posso sentir todo o vento que veio soprar,
cada minuto de ter vivido por lá.
Todos os dias dos quais estiveram por aqui,
e agora o vento soprou cada um pro seu lugar.

A ciranda girava e a energia contagiava,
os seres que ali estavam puderam viver,
cada minuto do que ali passava.
Sentiram a amizade,
e sentiram a dor da saudade,
e em um andar do tempo tudo se passa,
nada se foi e tudo se lembra.

Se sente então como se estivesse ainda,
se lembra como se ainda pertencesse
e se vai sem ao menos deixar ninguém.

Vamos mais unidos do que quando vinhemos.
Apenas vamos andando,
prosseguindo na extensão do caminho.
Vamos mais fortes do que quando chegamos,
e agora partimos levados pelo vento,
que vai nos trazer de novo em cada um.



Zeca Baleiro - Telegrama

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Da série " Notícias do XIV ENA" 3° dia

Eric Silva, Lilian Romão, Nayara Carvalho e Vania Correa, da Redação; Nathália Antoniazzi, Rafael Biazão e Simone Nascimento, do Virajovem São Paulo

www.revistaviracao.org.br
(22/07/2009)

Tá no muro!
O jornal mural perguntou qual o grito do XIV ENA, e como resposta a galera citou a arte desvalorizada, o machismo que mata uma imediata melhoria na educação pública, questões relacionadas aos preconceitos, racismo, homofobia e demais diferenças. "Somos todos iguais! Vamos gritar ao mundo inteiro." Paulo - Campinas.

Bandeira do ENA
Uma grande bandeira foi construída contemplando os grupos participantes dos ENAs.
"Representa um pouco destes anos de ENA, eu vejo um pouco das pessoas que passaram por aqui. Pelo nome dos grupos eu vou lembrando das emoções, experiências, das pessoas, das convivências, dos ENAs passados e das coisas que eu nem conheci. Mas acho que essas coisas de lembrar mesmo que fica forte. E deixa um pouquinho da marca de cada grupo e de cada ENA." Ivens Reyner.


Juventude em foco
Ao término do terceiro dia do XIV ENA, Fábio - secretário municipal da saúde de Santa Bárbara Doeste participou de uma roda de conversa relacionando o poder público e movimentos sociais visando à saúde da juventude e da sociedade como um todo. Programas de atendimento a juventude, trabalho de ONGs e outros grupos independentes que trabalham com juventude também fizeram parte da pauta.


Comunicação
A Revista Viração facilitou o grupo que discutiu comunicação no XIV ENA. Uma carta foi aberta aos produtores de mídia e comunicação como resultado da oficina, e os jovens solicitaram alguns compromissos, entre eles está: mostrar a realidade de jovens de diferentes etnias, classes sociais, regiões, religiões, gêneros, orientações sexuais e todas as expressões da diversidade.
"O que queremos não é que a mídia abandone seus interesses comerciais e empresariais. Nosso desejo é que este poder seja exercido com responsabilidade e compromisso com questões ligadas à juventude e adolescência do Brasil." Participantes da oficina de Comunicação e Juventude do ENA 2009.


Um dia só é pouco!
Foi com essa sensação que os/as adolescentes e jovens saíram dos mini-cursos. "Uma rede não é só encher uma caixa de e-mails" Diz Kakau da Assessoria de juventude - Rio Claro - SP durante o mini-curso Redes e Movimentos Juvenis facilitado por Claudia Vasconcelos e Ilca Márcia do Grupo Curumim, Recife - PE. Este foi um dos seis mini-cursos que rolaram durante a manhã e a tarde do dia 21. O mini-curso tratava, dentre outras coisas, das propriedades básicas de uma rede e os elementos básicos de sustentação, tais como: células de consumo que são os grupos, a produção para que os grupos busquem em sua fonte e passem a nutri-la também, conexão entre os grupos que precisam se comunicar e o fluxo de informação.

Grita Aí !!!
"Estamos todos integrados, está uma discussão bem gostosa. Discutimos o que nos influência hoje, daí levantamos monte de pauta: mídia, igreja, família, ideologia, conhecimento..." Diz Caio Rodolfo GAM - São José dos Campos - SP sobre o mini-curso Cultura e Diversidade.
"Interessante porque absorvemos mais conhecimento das coisas, um está soltando coisas para o outro. Acho o tema aborto bem interessante porque é o que acontece hoje em dia, e sempre discutimos muito o tema, mas nunca chegamos a um consenso por que sempre ficam pessoas contra e a favor." Diz Gabriela Serúdio do IBEAC - São Paulo - SP sobre o mini-curso de Gravidez, aborto e adolescência.


Casa da Mãe Joana
Nos quartos do alojamento foram colados papéis para que cada grupo conte algumas histórias que rolou durante esses dias. Vejam algumas...
"No dia 20 pela madrugada ouvia-se a Murta que Geme. Não sabemos se era a Murta, mas que gemia, gemia."
"Um cara, que não vou dizer quem, abaixou para pegar o tênis e ao empinar a bunda sem querer, soltou um pum! Kkk".



EDITORIAL
A Rede MAB - Movimento de Adolescentes do Brasil, existe oficialmente desde 1998, quando os (as) participantes do VIII Encontro Nacional de adolescentes - ENA que aconteceu em Rio Claro decidiu que as discussões deveriam ter uma continuidade e daí retirar demandas que viessem a fortalecer as ações desenvolvidas por grupos e instituições que o compõe, com trocas de experiência e cooperação mútua. O ComunEna é o principal canal de comunicação dentro do ENA onde os(as) adolescentes, jovens e adultos se somam levando entretenimento, reflexões e muita informação para participantes do encontro. Nas duas ultimas edições, o ComunENA tem contado com apoio da Revista Viração.


Confira o texto de Nathália Antoniazzi: http://www.revistaviracao.org.br/artigo.php?id=2395
E o bate-papo com o Secretário Municipal da Saúde: http://www.revistaviracao.org.br/artigo.php?id=2394

Da série " Notícias do XIV ENA" 2° dia

Eric Silva, Lilian Romão, Nayara Carvalho e Vania Correa, da Redação; Nathália Antoniazzi, Rafael Biazão e Simone Nascimento, do Virajovem São Paulo e Maria Camila, do Virajovem Recife
(21/07/2009)



Prefeito local comparece ao ENA
No segundo dia do XIV ENA, realizado na cidade de Santa Bárbara Doeste, o prefeito local, Mário Heins, compareceu para passar uma mensagem para os jovens participantes. Ao término de sua breve fala pudemos conversar um pouco mais com o prefeito sobre juventude, política e sobre a realização na cidade que ele governa.
"Acho importantíssimo a gente promover o encontro entre pessoas que tenham interesse em comum para que o país tire diretrizes, é importante para definir políticas públicas para esse segmento da sociedade. Cada jovem que sair daqui ao perceber que houve o envolvimento do poder público municipal, deslumbrar todos os frutos que podem ser colhidos desse encontro vai levar essa idéia para a sua cidade, para o seu estado, e a gente espera que essa semente germine, frutifique e que a gente possa ter a juventude cada vez mais engajada e comprometida com a política pública direcionada aos segmentos da sociedade. Para os jovens que estão participando eu daria os parabéns pelo engajamento político, pelo comprometimento. E para aqueles que não participam ainda que venham participar na sua cidade, no seu estado, para que a gente possa realmente fazer a conscientização de toda juventude e o engajamento pleno em uma política construtiva que pode fazer com que os políticos acertem mais em suas decisões em relação a juventude."

Cuidar da Terra
O segundo dia do XIV ENA - Diversidade é o grito, começou com uma integração com exercícios de roda na escola/alojamento e muita agitação, preparando para um dia cheio de atividades. O grupo terminou a atividade com uma dança/música que se chama "Cuidar da Terra", falando da importância de cuidar do XIV ENA.
Aproveitamos para pedir que a galera tome mais cuidado com o espaço das atividades e não jogue lixo no chão e nem sujeira nas pias. Respeite as pessoas no horário de dormir, se quiser conversar só não atrapalhe os outros. O ENA é responsabilidade de todos e não só da comissão organizadora.

Reivindicando
Logo cedo à galera partiu para a Universidade Anhanguera, local de realização do evento, onde teria a primeira rodada de debates e dinâmicas, a primeira tinha o intuito de discutir as diferenças e as semelhanças entre os participantes que representavam à sociedade como um todo. Após identificar e discutir as diversidades, cada grupo escreveu uma reivindicação.
Os grupos foram diversos: homens gays que lutavam contra homofobia, mulheres solteiras que reivindicavam a autonomia do corpo, jovens feministas e negras pedindo espaços para discutir suas identidades, homens que discutem gênero lutando contra o machismo, mulheres faveladas pedindo que deixassem de ser estereotipadas, de negros reivindicando mais união entres as expressões culturais negras, e até homens jovens que gostariam de não sofrer preconceitos por gostarem de mulheres mais velhas. "A nossa reivindicação é um espaço para dialogar a questão racial. Não é igualdade das pessoas, não somos iguais, é igualdade nos direitos." Ilca Márcia do Grupo Curumim, Recife-PE representando as jovens negras.
Grita aí !!!
"Ao final do ENA sairemos com experiências de vida muito fortes e levaremos para nossos grupos, cidades, e nos alimentar em termos de trabalho e luta que levaremos aos outros grupos, a outras pessoas e faremos o movimento social. A gente está num passo mais adiante eu não nos cabe fazermos fragmentações." André do Canto Jovem, Natal - RN.
"Esse espaço é necessário para organizar temáticas, abrir um debate mais amplo e mais organizado. Discutir sexualidade, diversidade, a participação do adolescente, nas políticas públicas é essencial." Fábio Luis (Secretário de Saúde)
Diferente é ser do contra?
No nosso segundo dia de encontro no período da tarde tivemos um debate coordenado dando continuidade ao que foi discutido pela manhã.
Quais os gritos que estamos praticando? O que estamos fazendo e o que fazer para garantir os direitos? E algumas respostas foram dadas: ocupar espaços nos diversos conselhos, inserção nos espaços públicos e ações culturais, parada gay, dentre outros. O que possibilitou levantarmos questões chaves para desentrelaçar às dificuldades de entendimento entre TOLERÂNCIA X RESPEITO. Até que ponto nós que gritamos por diversidade realmente queremos acabar com nosso receio em entender e aceitar o outro, uma vez que tolerar apenas não basta, é preciso respeitar e se aproximar, só assim a luta não será em vão, necessitamos nos dar as mãos por uma mesma causa onde seja validado o direito de sermos quem queremos ser, pois somos assassinados cada vez que é violado os nossos direitos. E a pergunta fica: e ser diferente é ser do contra?
Confira a entrevista com o Prefeito de Santa Bárbara: http://revistaviracao.org.br/artigo.php?id=2388

Da série "Notícias do XIV ENA" 1° Dia

Eric Silva, Lilian Romão, Nayara Carvalho e Vânia Correa, da Redação; Nathália Antoniazzi, Rafael Biazão e Simone Nascimento, do Virajovem São Paulo e Maria Camila, do Virajovem Recife
http://www.revistaviracao.org.br/
(21/07/2009)

EDITORIAL
A Rede MAB - Movimento de Adolescentes do Brasil, existe oficialmente desde 1998, quando os (as) participantes do VIII Encontro Nacional de adolescentes - ENA que aconteceu em Rio Claro decidiram que as discussões deveriam ter uma continuidade e daí retirar demandas que viessem a fortalecer as ações desenvolvidas por grupos e instituições que o compõe, com trocas de experiência e cooperação mútua. O ComunEna é o principal canal de comunicação dentro do ENA onde os(as) adolescentes, jovens e adultos se somam levando entretenimento, reflexões e muita informação para participantes do encontro. Nas duas ultimas edições, o ComunENA tem contado com apoio da Revista Viração.





Quando tudo começou...
O tema "diversidade é o grito" foi pensado na prévia do XIV Encontro Nacional de Adolescentes - ENA que ocorreu em Mococa - SP do dia 24 a 28 de julho de 2007. No meio da discussão que escolheria o tema do encontro, Amanda do Grupo TUMM comentou que os temas dos ENAs são como "gritos" da rede que reivindica por algo. De repente eis que surge uma borboleta que insistia em permanecer no local, daí outra pessoa destacou o significado da borboleta "mudança" que é a atual necessidade da rede, foi então que o Ivens Reyner trouxe a lembrança de todas(os) o poema de Vinicius de Morais "A borboleta" que fala sobre diversidade. Ficou então decidido que diversidade seria o tema. Então começaram a surgir sugestões de frases, e a escolhida pela maioria foi "diversidade é o grito", e não houve melhor aclamação do que o próprio grito das(os) participantes


Chegada do Busão
Cada ônibus que chegava ao local de credenciamento do XIV Encontro Nacional de Adolescentes - ENA, trazia novos e antigos rostinhos que se (re)encontravam e logo todo cansaço parecia sumir em meio a tantos abraços, sorrisos, olhares curiosos e o frio que chegava e aproximava mais as pessoas em busca de muita energia e calor humano.


Grita aí!!!
"Os cinco dias vão ser bons para articular, construir conhecimentos e tentar entender como cada um está enxergando a adolescência, sua vida, a cidade, o projeto." Leonel Luz, CV - Rio Claro - SP.
"As minhas expectativas pra esse ENA é a de definir o futuro da rede MAB enquanto movimento social para o MAB continuar lutando pelos direitos de adolescentes e jovens." Margarita Diaz, Reprolatina - Campinas - SP.
"Espero que todos saiam com algo em mente, que esses cinco dias façam a diferença na vida deles." Daiane Tavares, 16 anos. IRSSA - Santa Bárbara do Oeste - SP.
"Como todo evento vai ser muito marcante, já que o EPA já me marcou bastante imagina um encontro de seis dias, tudo pode acontecer mas eu sei que vai ser muito louco". Allan Guilherme, 17 anos - GAM - São José dos Campos - SP.



No escurinho do teatro...
Roda de capoeira com direito a convidados (as) da platéia, emoção na retrospectiva de momentos, pessoas que fizeram parte da rede e cresceu com ela através de fotos e falas dos adolescentes anfitriões Ana Carolina Sávio e Jean Carlos de Lima do IRSSA de Santa Bárbara, uma mesa de abertura que se encheu de adolescentes de repente e contou com a presença de importantes colaboradores, uma linda e contagiante apresentação de uma peça teatral realizada pelo Grupo de Adolescentes Multiplicadores (GAM) de São José dos Campos - SP que resgatava a história do Brasil mostrando as raízes de toda essa cultura e diversidade. Assim foi marcada a abertura oficial do XIV Encontro Nacional de Adolescentes, graças ao esforço de tanta gente que o presidente da rede fez questão de agradecer. Tanta gente por trás de um evento que dura apenas cinco dias, mas que mexe tanto, com tanta gente, que permanece em nossas mentes para sempre.
Frases:
"Temos o direito de sermos iguais desde que a igualdade não nos caracterize, e temos o direito de sermos diferentes desde que essa diferença não nos inferiorize." Boaventura.
"Não há modo mais interessante de pensar a diversidade, do que a partir daquilo que se designa por identidade." Foucault.
Abertura (mesa)
Fernanda Lopes UNFPA ‘‘Ser diferente não é ruim, ruim é quando nossas diferenças não respeitadas".
"Expressão da diversidade é um direito."
"O grito da juventude é muito alto, só precisamos querer ouvir."


Confira o depoimento de alguns adolescentes sobre o evento: http://revistaviracao.org.br/artigo.php?id=2391

sábado, 18 de julho de 2009

Selo ( blogs indicados)

Selo que ganhei da Lívia Amarante, do Blog "Paper Kites". Um maravilhoso blog do qual eu admiro muito!




Regras:
1. Exiba a imagem do selo "Olha que blog maneiro".
2. Poste o link do blog que te indicou.
3. Indique 6 blogs de sua preferência.
4. Avise seus indicados.
5. Publique as regras.
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
Blogs que eu indico:

•Blog " Quarto Mundo" (http://quartomundotvusp.blogspot.com/) - Quarto Mundo
•Blog " Um gosto Assim" (http://umgostoassim.blogspot.com/) -Mariana Cabral.
•Blog "Lego de palavras" (http://legodepalavra.blogspot.com/) -Carol Santos.
•Blog " Função Original" (http://funcaooriginal.blogspot.com/ )- Grupo Função Original.
•Blog " Não sei voar de pés no chão" (http://amandaproetti.blogspot.com/) - Amanda Proetti.
•Blog " Minha sorte é lançada em dados víciados" (http://camilacaringe.blogspot.com/)- Camila Caringe.

Deixo aqui, meu agaradecimento a Lívia Amaranate do blog " Paper Kites".
Muito Obrigada!

XIV ENA (encontro nacional de adolescentes)


De 19 á 24/07 estará acontecendo o "XIV ENA" (encontro nacional de adolescentes).
A galera da Revista Viração(http://www.revistaviracao.org.br/) estará lá!
E eu ficarei por esses dias ausente no blog! Mais assim que eu poder com certeza passarei por aqui!


domingo, 12 de julho de 2009

Não apenas do somente



As vezes sutilmente eu queria poder escrever, sem que ao menos pudessem entender do que eu escrevo naquele momento. Mudar palavras e associar sentimentos para que o triste fosse passado em alegria, e a alegria fosse passada em mais festa ainda. Queria poder ser mais cômica em meus textos, e levar um pouco mais de alegria nas minhas palavras.

Nem sempre eu queria escrever de amor, ou do que aperta o peito. Não quero ter de fazer dos textos apenas lugares de desabafo, quero escrever também sobre todas as outras coisas que nos trazem alegria, não só do amor. E assim transmitir tudo isso em palavras.

Não somente quero escrever de amores platônicos, nem aqueles que nos tiram o sono. Entre tanto, não quero deixar de escrever sobre todos eles, mais também quero dar espaço para o que não me tira o sono, e sim me faz não querer dormir, para que eu possa viver mais uma vez todo o instante, da maravilha do escrever por paixão. Não apenas por desabafo, é dessa paixão que eu quero também escrever. Pois, um verso não é só de amor, nem é todo tristeza.

Para que minhas palavras possam ser e sejam todos os sentimentos. E assim poder escrever de tudo, de todos, do infinito, do que existe e do inexistente.

Poder gritar silenciosamente em cada estrofe de um poema, ou rir desesperadamente em mais um parágrafo de um texto.

Mas que todas as razões me levem a escrever, simplesmente na sutileza de um verso, ou no maciço parágrafo de um texto. Cheio de palavras que preencham as linhas, e dêem vida a cada rima.

Mas que cada um de todos os sentimentos, e que cada um dos fatos possam ser escritos. Não quero apenas falar de dor, ou fingir que minha vida só é composta de alegrias, não quero fazer dos meus versos, todo tristeza, todo amor, todo beleza, todo angústia e nem todo desabafo. Mais quero fazer do meu verso, um verso, e apenas um verso. E que nele caiba tudo, sem que transborde.

Nele poderei falar de todas as coisas, e assim chegarei a um poema, ou um texto, do qual não terá um rótulo. Nele então poderá se encontrar vários assuntos e sentimentos, ou assuntos que falem de sentimentos, ou simplesmente assuntos, assuntos diversos. O que vier, o que estiver, o que se sentir, o que criar, o que amar e odiar. Mas que nele eu possa encontrar espaço para tudo o que tiver que ser escrito.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Peça Teatral


Maldito pessimismo que mora em nós.
Nos trancamos ao sofrermos.
Somos teatros ambulantes,
encenamos alegria.
Para assim não mostrar nossa real tristeza.

Carne humana e dissimulada peça teatral.
Feita de sangue carne e vida,
como você!
Criando sentimentos para escrever
e o que verdadeiramente sinto,
poucos poemas sabem.

Lágrimas cortam a maquiagem,
sorrisos também.
O reciproco alivia,
um abraço após a peça nos recupera.
Um beijo nos traz vida,
e um grito no palco desabafa.
Persistir no texto as vezes cança.

Quando um verso meu for teu,
e em uma estrofe haver teu nome
e ele for recitado durante minha peça.
Acredite,
não são todos que o têm.

As vezes a luz da peça pode vir a aparecer
mas só se sentirmos que o nosso público nos dá o valor.
E que é compreendido o que trancamos.
Quero sentir os aplausos em nós.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Camuflagem



É orgulho, orgulho é o que há em nós.
Quando imagino que já passou,
na verdade ainda mora em mim.
Só tento camuflar e me limito
a nada te dizer.

Nada falo,
disfarço tanto, que acredito.
Mais só em ver tua face,
sua presença destrói minha camuflagem,
seu cheiro mostra a minha verdadeira essência
e não te ter,
me leva ao desespero.

Parece loucura, me acho ridícula.
Mais ainda está em mim.
E é orgulho,
o que não me permite te dizer.
É medo o que me faz esconder.

E o único conselheiro meu,
passa a ser os versos.
Dos quais me permitem escrever,
na espera que você possa entender.

Tudo é chuva, tudo é cinza.
E em meus pensamentos
um “Raio de Sol” persiste,
e permanece em mim.

Mesmo que camuflado,
ainda brilha
e reluz quando te encontra.
Mesmo que quase nula
seja a minha esperança.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fugir

É então o momento em que nos desligamos,
e vivemos só um sentimento.
E ficamos sensíveis aos sentidos.
As palavras então parecem doer mais que os atos,
e se tornam capazes de destruir seus desejos e anseios
com apenas seus significados.
É então quando as lágrimas parecem rasgar sua face,
e te fazer feridas e te trazer feridas.
Seus pensamentos viajam e insistem em te lembrar o que te feriu.
É então que descobrimos,
simplesmente descobrimos o que nem ao menos conseguimos dizer.
Mais que nos fere sem ao menos conseguirmos explicar.
É o que está lá e não sabemos explicar por qual motivo está.
É então que não conseguimos parar de pensar, olhar, sentir...
É então onde as coisas parecem não ter sentido, nem respostas.
Você se põe a fechar os olhos e fugir.
E a angustia maior é a de não conseguir fugir,
fugir dos nossos pensamentos.



quarta-feira, 10 de junho de 2009

Me desperta



Pior que sempre saímos como os maus feitores,
tudo isso até mesmo por dois dias faltados de um ano presente.
Eu tenho medo, medo da humanidade e do mundo que vêm e que é!
Eu choro e soluço a dor que tem a ironia daquela palavra,
e não me conformo com a atitude do ser humano quando contrariado.
O Tom das palavras se tornam más e monstruosas,
é a orquestra que magoa por sua incompreensão.
E fere a carne com as palavras, e os sentimentos com o seu tom.
Tenho medo da irônia hipócrita que o homem pode criar,
e da dor sem culpa que pode fazer acontecer.
Tudo isso me desperta medo,
me desperta até mesmo a raiva.
Me desperta mais angústia ainda
em saber que o inimaginável acontece,
e torna-se real na medida em que conhecemos a humanidade
e lembramos que somos humanos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Soneto do Amor Total - Vinícius de Moraes

Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.


Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Não Fulminante



É como se houvesse uma angústia que não nos permite conseguir chorar, e logo o choro que parece nos afligir tanto em alguns momentos nos parece ser exatamente a única maneira de nos sentirmos aliviados naquele momento, é engraçado como muitas coisas podem parecer ruins e as vezes tão boas. A momentos que imploramos pra chorar, e outros que não suportamos mais sentir lágrimas na face.

Sentimos uma angustia no peito, que parece estar no peito mais não está, e na verdade não doí lá, que parece nos dar um nó na garganta mais não engolimos nada, nos parece apertar o coração mais não estamos tendo nenhum infarto, não realmente não é um infarto!

É algo que doí entre o nó na garganta o acelerar do peito juntamente com o a dor e angústia que se sente naquele momento e que não nos deixa chorar ou nos faz chorar e nos perturba.

Aquela vontade de gritar o mais auto que poder até que suma a voz aos poucos com a tentativa de assim o nó que nos parece apertar solte.

E o mais ruim, quando tentamos achar maneiras de expressar o que está se passando, parece que nada quer fluir naquele momento, nem uma lágrima conseguimos derramar, e ideias pra um poema, nossa aí parece quase impossível! Nada parece querer ajudar a desamarrar o nó na garganta nem o que está apertando o peito. E mesmo assim não, não é um infarto!

O que é? Bom exatamente eu não sei, pode variar de um simples dia ruim até uma paixão desenfreada, pode ser uma qualquer não qualquer coisa, mais que naquele momento ou em vários momentos está nos fazendo sentir todas essas sensações e que machucam mesmo não sendo um infarto, e não realmente não é um infarto! Mais sim doí muito!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Veja só


Veja só,
escrevo essa palavra e nela fico,
pois tento exprimir algo que sinto.
E isso parece tão difícil.
Escrevo essa palavra em um papel,
na tentativa de criar doces respostas.
Mas me abalo ao escrever,
escrever exatamente do que não me deixa escrever.
Mais mesmo assim escrevo.
Veja só,
escrevo essa palavra e nela fico.
Na tentativa de ver algo,
e nada enxergo.
Escrevo essa palavra em um papel,
na tentativa de não estar só.
E mesmo assim estou.
Veja só.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mobilizando!




sexta-feira, 15 de maio de 2009

Senso Comum X Bom Senso

Se o comum é:
Se o conselho fosse bom não se dava de graça
É só dormir que a dor passa.
Quem espera sempre alcança.
Quem brinca com fogo acaba se queimando
Faça o que eu digo mais não faça o que eu faço
Pense duas vezes antes de agir
Devagar se vai ao longe
Quem semeia vento colhe tempestade
...
Por que continuar vivendo em uma caverna escura, olhando para a sombra da realidade, sem querer sair para ver o que é o real?
Se acostumar a aceitar o que é de costume seguir?
Utilizar do Senso comum e não ter o seu Bom senso?
Não sentir o quente do fogo, dormir na espera da cura, deixar de semear por medo do que possa nascer, não correr até onde você quer chegar, e ficar pensando demais e perder tempo de agir?
Aceite esse conselho! é de graça!
Bom Conselho ( Chico Buarque de Holanda )
Ouça um bom conselho
Eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado
Quem espera nunca alcança
Venha meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com o meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes
Antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade.




Chico Buarque - Bom Conselho

sábado, 9 de maio de 2009

Minha Eterna




Senti vontade de lembrar de muitas coisas hoje e então peguei meus álbuns, os de fotografia.
Comecei a olhar página por página de todas aquelas histórias e momentos que estavam sendo contados a cada página que eu virava.
De repente me deparei com uma foto mágica, ou melhor mais mágico era o que tinha na foto.
É como o tempo passa rápido, naquela foto eu era apenas um bebê e minha mãe me tinha nos seus braços.
E há coisas que não mudam, mesmo com o passar dos anos, e fotografias novas ela ainda me tem em seus braços.
Ela ainda me acoberta com suas mãos e me protege dos males. E mesmo não sabendo o que mora nos pensamentos das pessoas eu posso realmente acreditar que o que mora nos pensamentos dela quando ela olha pra mim é que eu seja feliz!
E se tem alguém que sabe olhar no fundo dos meus olhos e saber o que eu estou pensando é ela a minha Mãe!
Ela a que sempre foi a minha melhor amiga, e não é por gesto popular dizer essas palavras : Minha melhor amiga!
E sim digo por que ela realmente sempre foi a pessoa que caminhou comigo e a da qual tenho muito amor e sei que o que tenho reciproco.
Me lembro sempre da pessoa que se manteve acordada quando eu estava com febre, ou quando chorava por alguma coisa, ou que me deixava dormir na cama dela e do meu pai quando eu tinha pesadelos, ou quando era pura manha.
Que me beija todo dia antes de eu ir para algum lugar.
Não tem palavras das quais definam ela, a minha Mãe! E nem dias do ano que sejam o bastante para os que ela merece!
Mais eu sei que uma coisa ela vai sempre gostar de me ouvir falar, e mesmo hoje sendo um dia antes do que todos dizem que é Dia das Mães, eu já começo a escrever o que te falo todos os dias e sempre vou falar após cada beijo que você me der ou eu dar a você...
Mãe eu te Amo!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Apostas



E jogue os dados,
a aposta está feita.
Os dados estão sobre a mesa,
nesse jogo não há perdedores.
O prêmio sou eu.
O prêmio é você.
E em ambas alternativas que saírem,
ninguém vai perder.
Que role os dados,
nesse jogo não há perdedores.
Nesse jogo o dado vai ter dois lados,
um é meu e o outro é seu..
E mesmo que ganhe apenas um de nós,
qualquer lado que cair,
o prêmio é nosso.

sábado, 2 de maio de 2009

Sem ações



Perdida, sentindo-me perdida,
sem ações e idéias do que fazer.
Uma agonia dentro do meu EU,
e sem explicações a respeito.
Uma vontade de viver tudo o que eu poder .
Uma vontade de gritar.
Uma vontade de achar algo ou alguém.
Uma vontade de ter mais um momento feliz meu bem!
Já é noite a lua está aí, o sol já se deitou
e eu estou aqui perdida .
Por entre essa estrada, perdida,
sem ações e idéias do que fazer.
Uma agonia dentro do meu EU,
e sem explicações a respeito.
Uma vontade de dançar, dançar até ralar os dedos.
Uma vontade de pular
Uma vontade de encontrar algo ou alguém que faça isso também.
Uma vontade de encontrar quem pire comigo!
As estrelas estão sobre o céu, e o sol já se escondeu,
e estou eu procurando algo no caminho,
perdida,
sem ações e idéias do que fazer.
Aqui estou eu sem ações.

Sintonia


Dançando no ritmo daquela música,
e seguindo todas aquelas notas musicais.
Aquela noite a dança foi bem perto do céu,
com aquela noite bonita.
As notas musicais passavam por ali,
e o ritmo era constante,
o ritmo entre nós.
E todas as razões me levaram a dançar.
Bem no ritmo da música que ali tocava,
e flutuávamos nas ondas sonoras.
Viajávamos por ali mesmo,
a cada música que tocava.






quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sei lá, está lá mesmo!


Todo sei lá está em algum lugar!
Por quê, eu não sei aqui? Por quê lá eu tenho as repostas?
O que quero dizer no meu lado de lá?
Sei lá, não é não saber, é não querer falar, é omitir o que querermos dizer.
Por quê se eu sei lá, eu sei lá e lá é em algum lugar,
se eu sei lá eu devo saber por aqui também!
O que foi dito tem real sentido? o que foi dito a mim foi explicado?
O meu lá fica realmente lá, pois está longe de mim?
E o longe de mim faz doer e me faz querer não falar e assim dizer sei lá?
Mais dizendo sei lá já estou dizendo que é lá,
estou vendo o meu lá não está aqui e mesmo assim tenho as respostas?
Diga-me o real sentido menina fale nos seus textos! Fale para você mesma!
O seu lá está lá, é por quê está longe de você? É a distância?
Sim o meu lá realmente não está por aqui comigo...






Lá menina está lá!
por quê menina? por quê está lá?
Por que não sabe aqui?
Por que só quer dizer que sabe lá?
Por que aqui não sabe?
O seu sei lá, mesmo assim é o saber.
Mais é o saber de não saber aqui,
e mesmo assim é mostrar o que realmente sabe
Sim realmente está lá!
Mais o que está lá menina?
É bem mais fácil substituir por um sei lá,
do que você realmente falar o que realmente está pensando.
O seu sei lá, você está sabendo em algum lugar!
Mesmo lá você sabe o que é lá!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A... sei lá



As vezes mau sabemos como expressar o que sentimos, as coisas não parecem ter significado para as explicações.
Ficamos um pouco atordoados, mergulhamos em nossos próprios pensamentos e de repente nos vemos pensando.
Então hoje sem significado para as explicações.



-Sei lá...
-Am?
-sabe sei lá!
- Sei lá o quê?
-A sei lá! Só estou pensando...
- Pensando em que?
-A... sei lá!

sábado, 18 de abril de 2009

Pegou de jeito







Estou passando as noites em claro
sinto calafrios durante o dia...
meu corpo arde de febre a noite,
e quando durmo com você acordo sem voz...
me sinto ofegante,
minha voz fica rouca,
e me sinto cansada...
durante a madrugada você não me deixa respirar.
Ai maldita gripe...
Desse jeito você acaba comigo!










é só uma gripe....

sábado, 11 de abril de 2009

Raio de sol



Cadê o raio de sol?
aquele que iluminava.... Lembra?
O raio de sol!
Aquele que iluminava a alma
eu estou falando o raio de sol!
Meu indescritível raio de sol.
Hoje o dia está tão acinzentado e nublado,
com cinzas daquele raio.
Cadê o raio de sol?
Cadê a luz?
Está tudo acinzentado,
cadê a minha luz...
a luz passando na minha alma...
Cadê a alegria que dava,
cadê o sorriso, hoje estou vendo lágrimas.
Cadê o raio de sol?
música perturbadora hoje ela está tocando,
fotos estão passando,
e cadê o raio de sol?
Só vejo nuvens carregadas,
e nenhuma delas é como o meu raio de sol!
Elas não iluminam...
Cadê o raio de sol?
Saudades da luz que ele me dava!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Limites



É ter limites? Ter limites nas ações?
E não correr o risco de perder suas razões,
eu só quero correr o mundo sem ter medo,
de viver o agora...e não temer o futuro.
Sim eu pego um ônibus
e passo dentro dele uma hora ou duas,
só para avistar as casinhas da minha cidade vizinha,
só para ver a recompensa que está do meu lado,
e poder olhar no fundo dos olhos do esperado,
eu fico triste? Sim as vezes choro,
eu sorriu? Todos nós.
Tenho momentos, sim e vivo,
tenho momentos, e sim as vezes pareço não viver.
Ter limites? Ter limites nas ações?
Todos nós obedecemos regras ou não?
Gritamos quando temos raiva,
ou engolimos e fazemos lágrimas
Ter limites? Ter limites nas ações?
E correr no medo,
e se esconder do tempo.
Olhar pra traz e se arrepender,
ou obter a lição do erro?
Ter limites todos temos!
fazê-los pode causar medo,
não fazê-los pode ser injustiça a nós mesmos.
Viver a todo tempo,
viver a tristeza, viver a alegria,
viver aquela música e a sintonia,
viver aquele beijo, e o decorrer daquela lágrima,
viver sozinha ou estar apaixonada,
Ter limites? Ter limites nas ações?
E não esquecer que não é só a razão.
Ter limites no que não te faz bem,
ter limites no excesso do que te faz bem ?
Ter limites isso é escolher!
o que vai ou não te fazer se arrepender.

♪ "Você" Por: Beto Mejia ♪



As quatro estrelas do meu céu são suas
Os oito postes da avenida são meus
E se você quisesse todos eles te dava
Lembra minha querida foi você quem me deu
As sete cartas do tarô são suas
E os dez destinos mais prováveis são meus
E se você pedisse:
-Vai ladrilhar um caminho
Este iria dar na nossa casa meu bem
As 101 rosas do jardim são suas
E o único cravo que está aí é meu
E se você quisesse um arranjo ou um buquê minha querida
O cravo era
Seu sorriso é o meu abrigo e somente ele me satisfaz
Sua ausência me condena a dor da saudade
Você me completa amor e sabe que o meu sonho
Só é um sonho porque...
Você me completa amor e sabe que o meu sonho
Só é um sonho porque...
As quatro estrelas do meu céu são suas
Os oito postes da avenida são meus
E se você quisesse todos eles
Lembra minha querida foi você quem me deu
As sete cartas do tarô são suas
Os dez destinos mais prováveis são meus
E se você pedisse:
-Vai ladrilhar um caminho
Este iria dar na nossa casa meu bem
As 101 rosas do jardim são suas
E o único cravo que está aí é meu
E se você quisesse um arranjo ou um buquê minha querida
O cravo era
Seu sorriso é o meu abrigo e somente ele me satisfaz
Sua ausência me condena a dor da saudade
Você me completa amor e sabe que o meu sonho
Só é um sonho porque...
Você me completa amor meu sonho
Só é um sonho porque você está nele




Beto Mejí­a - Você


sábado, 4 de abril de 2009

Para que dizer?




Não consigo dizer
e lamento...
não consigo expressar o que todas te dizem a todo tempo...
serei apenas mais uma se assim eu fizer
então contenho-me com meus versos
pois neles eu conto
pois neles eu falo
e ao serem lidos são únicos
pois em cada verso escrito
será o meu sentimento
será o que eu sinto
não uma palavra que hoje virou estripulia
em que todas dizem a ti
e com isso me prendo a não te dizer
pois se assim eu fizer não terá sentido a ti
já que se acostumou a ouvir e não entender
Não...eu não consigo te dizer
e mesmo que já tenha entendido das outras vezes
você finge não entender...Por quê?
você ignora, então para que eu dizer?
Não...não, talvez eu até consiga,
mais não... não vou .

sexta-feira, 27 de março de 2009

Abismo



A tona vêm chegando a “matur(maior)idade”
decisões vão ser tomadas de verdade!
A escola do início da vida ta acabando...para começar a outra...
E de repente um Grito meu!!!
Um abismo em minha frente...
e uma sombra bem atrás das minhas costas!
“ A sombra do futuro, a sobra do passado a sombra e uma paisagem...” ♪
A Cabeça começa a ficar pesada o corpo um pouco mais lento...
a semana parece cansar antes de chegar a sexta-feira...
Pernas, eu quero pernas para pular o meu abismo!
O que vêm depois dele?
Mais não...não posso voltar para traz...
a sombra que há é tão escura quanto a que vejo em minha frente
caminharei, e andarei entre os meus abismos e caminhos
lembrando dos caminhos que já passei
e tudo que aprendi levarei comigo...
até que eu chegue até o outro lado.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Tente outra vez



Sim...a o mar de ondas poderosas, que deixa frustrado o meu pensamento, cheio de curiosidade por todas as respostas...As vezes queremos saber as respostas do que nos aflige, do que nos perturba, a se tivéssemos as repostas, talvez mais frustrados estaríamos não portando mais aquelas dúvidas...

As vezes queremos saber por que as coisas sempre parecem acontecer de novo quando já aconteceram e vencemos, mais sem mais nem menos elas voltam, as vezes passamos a nossa vida com algo que nos aflige a alma, o coração, o corpo, as vezes depois estamos bem e curados de tudo isso, e sem mais nem menos volta atona e passamos tudo de novo.
As vezes não sabemos o motivo de nada, só sabemos que está acontecendo....

A o mar de ondas poderosas, e a espada que rasga as nuvens dos meus olhos, eles chovem gotas de mim, eles chovem com raios de dúvidas...

é de batalhas que se vive a vida...TENTE OUTRA VEZ!

A ouvi hoje, não parece muito ter haver com o que dizemos, mais sim com o que sentimos, as vezes perdemos nossas batalhas, as vezes as vencemos e voltamos a perder, mais vencemos quando tentamos outra vez....

Por que desanimar se podemos continuar? Para que brochar no meio da corrida, ou desistir se perdermos a primeira ou a segunda, ou outras e mais outras, as vezes passamos anos tentando desvendar nossos mistérios, e as causas de tudo que nos aflige, as vezes temos vontade de parar tudo e entregar os pontos e jogar tudo aos ares, mais também tem vezes em que nos parece novamente dar aquela vontade de continuar e tentar outra vez.
E viva a insistência que temos e tenho comigo mesma! Viva!
( deixo risadas...)

sábado, 14 de março de 2009

Minha essência minha poesia



A meu caro confidente
ouvido para as minhas histórias
confidente para os meus momentos de dor
relator da minha vida
ampliador dos meus ideais...
a cada verso teu que leio mais alguma coisa descubro
a cada estrofe uma nova essência
um amor vivi,
uma alegria sinto,
em lágrimas posso desabafar,
em letras posso despertar...
A meu caro amigo
confidente para as minhas histórias
ouvido para meus momentos de dor
ampliador da minha vida
relator dos meus ideais
a cada estrofe que leio meu sentimento borbulha
a cada verso um novo perfume
A meu outro lado é você...
minha essência...
Tu és a minha Poesia




Feliz dia da Poesia!!!

Viva os poetas contemporâneos, romancistas, idealistas e malucos pelo amor...Viva!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Quero ler você!


A cada olhar...
um suspiro no peito
e uma batida mais forte no coração
Te olho...
e o que passa em seus pensamentos?
em todos posso imaginar
mas você...
você não consigo!
Por quê eu não posso
me infiltrar em seus pensamentos?
Será que só nos apaixonamos
por quem não conseguimos ler?
Paro, e começo a te observar
tentando desvendar seus mistérios
te admiro, como se te protegesse
Quero saber o que pensas!
A todos posso imaginar
mas você...
você não consigo!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Desenterrando velhos versos


Acho que toda menina(o), teve seu pequeno caderno, onde nele colocava seus momentos, contava os seus dias e histórias, colava fotos e escrevia poesias, aquele que era seu amigo de segredos, que você guardava as vezes com cadeado ou no fundo da gaveta... estava a olhar exatamente no dia de hoje no fundo de uma caixa, que era onde eu guardava os meus confidentes cadernos, folhei todos eles pois a cada ano eu tinha um... até que chegou um dia que guardei os segredos e lembranças para mim e a quem conhecia e confiava.

Foliei muitas páginas, as vezes faço isso para relembrar meus momentos e a forma que eu os contava em cada idade que fui passando, parei em uma página e li uma poesia, li outra, relembrei histórias e mais outras, parei em uma página e me lembrei de uma poesia que eu escrevi, a tempos não lembrava dela, nem mais se quer sabia onde e em qual dos cadernos ela estava, pois bem desenterrei um velho verso:

Vais voltar?
Então avisa-me se vais voltar!
não voltes um dia de surpresa,
me olhando nos olhos,
desenterrando buracos tapados, e coisas
me esfriando as mãos

Me avisas
fala que quer saber notícias minhas,
que tu lembrastes
e eu ficarei pensando então
que talvez ainda voltes...

Não, não voltes de repente, sem aviso
não chegue assim tal como o vento
abrindo janelas de repente
Poderás assim o coração derrubar
que se tornou tão frágil e inseguro
e assim despedaça-lo no chão
Avisas!


Super antiga essa poesia encontrei no caderninho ...nada como folhear velhos versos




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Lua adversa " Cecília Meireles "



Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Adormecida " Castro Alves "


Uma noite eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.

'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina...
E ao longe, num pedaço do horizonte
Via-se a noite plácida e divina.

De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras
Iam na face trêmulos — beijá-la.

Era um quadro celeste!... A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia...
Quando ela serenava... a flor beijava-a...
Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...

Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavam duas cândidas crianças...
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!

E o ramo ora chegava, ora afastava-se...
Mas quando a via despeitada a meio,
P'ra não zangá-la... sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio...

Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
"Ó flor! — tu és a virgem das campinas!
"Virgem! tu és a flor da minha vida!..."



"Um grande amigo indicou a leitura dessa poesia, o agradeço pelos lindos versos que eu li e me encantei..."